Movimento de mulheres pede apoio por uma bancada feminina

Muheres se unem por uma bancanda feminina nos espaços de decisão política, em Maringá.

Nesta semana, em Maringá, foi lançado o Movimento Mais Mulheres no Poder. O movimento é grande e pede apoio à sociedade por uma bancada feminina na Câmara Municipal. São mulheres representantes de fóruns, de associações, de entidades profissionais, de conselhos municipais e pré-candidatas a vereadoras. Segundo dados apresentados pelo movimento, em 73 anos de história, Maringá elegeu apenas 13 mulheres ao cargo de vereadora.

Depois de não ter nenhuma mulher eleita nas eleições municipais de 2016, cujo mandato se encerra agora no final de 2020, elas estão dispostas, mesmo, a conquistar esse espaço de decisões políticas, que atualmente tem quinze vereadores homens, representando uma população formada por 52% de mulheres.

Como a Aduem não poderia ficar de fora desse manifesto, as diretoras: Celene Tonella, Elaine Rosely Lepri e Tania Tait, publicaram depoimentos, no facebook do Fórum Maringaense de Mulheres, em defesa dessa causa feminina.

Para a Cientista Política, Celene Tonella, os espaços de decisão das políticas públicas devem ser ocupados por mulheres e homens, e essa conquista depende de toda a sociedade.

“A conquista de direitos políticos e sociais por parte de movimentos de mulheres no mundo todo foi a marca do século XX e início do XXI. Há um legado de lutas que nós, mulheres, temos o dever de continuar. Devemos nos orgulhar desse passado e reconhecer que a história não é linear e há ganhos e perdas nesta trajetória. Portanto, os espaços de decisão das inúmeras políticas públicas que afetam as mulheres e suas famílias não podem ser o lugar apenas do homem. Essa luta é de toda a sociedade! ”.

Elaine Lepri chama atenção para o conjunto da população formada por mulheres sem representação feminina.

“Se a mulher ainda não está na política e, elas somam 52% da população, significa que os anseios de 52% não estão sendo atendidos. As mulheres no espaço de decisão colocam em suas ações a sua experiência e vivência, principalmente com o olhar de quem está no cotidiano das ações e conhece bem a realidade. Ao participar de fato da política (municipal/estadual/federal), a mulher leva consigo essa experiência e contribui para que políticas públicas, que beneficiem toda a população, sejam propostas e aprovadas”.

Tania Tait, em seu depoimento, ressaltou a participação das mulheres e o comprometimento delas nos espaços de decisões políticas.

“Não há empoderamento da mulher sem sua participação nos espaços de poder e da política, aliada às lutas em defesa do próprio corpo, no combate à violência contra a mulher e o respeito às diferenças e às especificidades. A solidariedade apregoada em movimentos como o " Mais Mulheres no Poder”, que reúne pré-candidatas de diversos partidos políticos para as eleições de 2020, na cidade de Maringá, configura um passo importante na valorização da mulher e ocupação do espaço que é devido às mulheres na política".

Celene Tonella: Cientista Política, professora dos Programas de Pós-Graduação de Ciências Sociais e de Políticas Públicas da UEM, e atual secretária da diretoria da Aduem.

Elaine Lepri: professora aposentada da UEM, presidente da Aduem nas gestões: 2015-2017 e 2017-2019. Atual diretora social da Aduem e integrante do Fórum Maringaense de Mulheres.

Tania Tait, professora, coordenadora da ONG Maria do Ingá - Direitos da Mulher. Presidente do Conselho da Mulher (2004-2006 e 2017-2019) e do Fórum Maringaense de Mulheres (2013-2015), atual vice-secretária da diretoria da Aduem.

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