Peemedebista cobra apoio de aliados em sua defesa

Clipping 20-04-11
O ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) se reuniu ontem com deputados de sua antiga base de sustentação na Assembleia Legislativa para cobrar deles a defesa do governo anterior, contra as acusações do governo Beto Richa (PSDB), de que ele teria deixado um rombo de R$ 4,5 bilhões nas contas do Estado. Pessuti alega que o diagnóstico apresentado pelos secretários de Richa incluiu dívidas referentes há muitas décadas atrás, que atingem até administrações muito anteriores às dele. Além disso, ele afirma que o balanço geral de 2010 encaminhado pelo próprio governo atual ao Legislativo aponta um superávit de R$ 1,1 bilhão.

O peemedebista aguarda apenas a oficialização das denúncias e o encaminhamento da auditoria ao Ministério Público e o Tribunal de Contas, para preparar uma defesa detalhada. E pretende reunir os deputados do PMDB e de outros partidos que o apoiavam, além de ex-secretários de sua gestão, para contestar ponto a ponto os números apresentados.

Segundo ele, o déficit de R$ 1,6 bilhão no Paraná Previdência vem sendo discutido desde a época do governo Jaime Lerner. E os R$ 1 bilhão da dívida trabalhista inclui processos relativos à década de 80.

Em relação ao “furo” de R$ 450 milhões nas contas da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), o ex-governador justifica que ele se refere ao processo de extinção do Banco Nacional de Habitação, também datados da década de 80. Além disso, argumenta que a Cohapar negocia o recebimento de um crédito de R$ 700 milhões com a Caixa Econômica Federal.

Sobre os convênios para obras de recapeamento de asfalto em rodovias urbanas, suspensos pelo atual governo, ele garante que deixou recursos para cobrir os investimentos. “Não autorizei nenhuma obra sem a chamada Declaração de Disponibilidade Financeira (DDF). Todas as obras foram deixadas com dinheiro em conta específica”, garantiu.

Pessuti atribui as acusações a uma tentativa de “retaliação” política. E diz que quando assumiu o governo, após a renúncia de Requião, não governou com o olho no retrovisor. “Quem governa olhando pelo retrovisor acaba atropelando o futuro”, afirmou. (IS)

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