Ação e reação

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E a polêmica entre os deputados Reinhold Stephanes Junior (PMDB) e Tadeu Veneri (PT) continua. Ontem o peemedebista anunciou que irá encaminhar para investigação do Ministério Público Estadual a denúncia que ele próprio fez, de que o deputado petista “embolsava R$ 150 mil em ressarcimentos” por ano.

É a reação de Stephanes à decisão de Veneri de acionar a Corregedoria da Assembléia Legislativa em função dos ataques verbais que sofreu em plenário e à acusação sobre a verba de ressarcimento. Trata-se de mais um episódio de político que supostamente sabe algo desabonador sobre outro e em vez de denunciar quando toma conhecimento, cala-se. Se Veneri acumulava as verbas para recebimento de uma vez só ao final do ano – ainda que legalmente possa não ser errado, mas moralmente é questionável – por que Stephanes não revelou a suposta prática antes? É o tipo de atitude que desmoraliza ainda mais a classe política por guardar informações para um eventual ataque futuro. Stephanes disse ter provas da acusação que fez e vai levá-las ao MPE.  “Acho ótimo que o deputado Veneri peça as provas das denúncias que fiz. Vou apresentá-las a Corregedoria e levá-las ao Ministério Público. Nada melhor que a verdade para esclarecer quem tem razão nesta polêmica”, afirmou o peemedebista.

 

Vespeiro

O presidente da Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB) está empenhado. Agora que prometeu divulgar, na próxima semana uma relação de superaposentadorias do Legislativo, apesar das pressões que vem sofrendo, terá de cumprir o prometido. Ele antecipou que a lista inclui “nomes influentes” dentro e fora da Assembléia.

 

Marajás

Seriam funcionários que se aposentaram somando vantagens irregulares, o que teria elevado os proventos para além de R$ 25 mil. A lista está sendo analisada pela Procuradoria da Casa. Os nomes e os valores, a princípio, devem também ser encaminhados para apuração pelo Ministério Público.

 

Pois é...

A questão é que essas aposentadorias necessariamente passaram pelo crivo do corpo técnico e jurídico da ParanaPrevidencia e ainda pelo Tribunal de Contas do Estado. Como valores desse porte foram aprovados? Mas quem paga a conta é o conjunto do funcionalismo estadual.

 

Do contra

O julgamento do reconhecimento da união homoafetiva no Supremo Tribunal Federal ontem, provocou discussões na sessão de ontem da Assembléia. Deputados da bancada evangélica podem articular um movimento contra o reconhecimento do casamento gay.

 

Polêmica

Enquanto isso, projeto do deputado Caito Quintana (PMDB) que tramita na Assembleia permite que parceiros possam ser declarados como dependentes de seus companheiros, independente do sexo. Com isso, os casais homossexuais servidores públicos teriam direitos a benefícios da ParanaPrevidência. Está na Comissão de Constituição e Justiça para ser votado na próxima terça-feira.

 

Em alta

Vai bem o governador Beto Richa (PSDB). Sua taxa de aprovação nos primeiros quatro meses de governo, é de 74,8%. O índice foi apontado em pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre 28 de abril e 1º de maio. Para 62,2% dos entrevistados, o governo Richa é melhor do que o do antecessor. Outros 23,1% dos entrevistados consideraram os governos semelhantes e 3,8% não souberam comparar.

 

In loco

Os deputados integrantes da CPI dos Leitos do SUS, da Assembléia, definiram um calendário de visitas a 12 das 22 cidades que abrigam sedes das regionais de saúde. Essas visitas serão feitas sempre às quintas e sextas-feiras.

 

Suporte

Além disso, a CPI decidiu pedir oficialmente informações à Secretaria de Estado da Saúde, Conselho Regional de Medicina e solicitar apoio da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas. “Queremos que esses órgãos designem profissionais para acompanhar e auxiliar os trabalhos de investigação”, diz o presidente da CPI, deputado Leonaldo Paranhos (PSC).

 

Esta promete   

Os membros da CPI decidiram ainda criar um site específico para divulgação de matérias, fotos, vídeos e depoimentos, e requerer uma linha de 0800 para receber denúncias. Um e-mail também será colocado à disposição dos paranaenses interessados em contribuir com os trabalhos.

 

Pente fino

Nas reuniões especiais fora de Curitiba, a CPI deve convocar, entre outras pessoas, prefeitos, vereadores, secretários municipais de saúde, representantes do Ministério Público, médicos e profissionais de saúde, presidentes de entidades, dirigentes do SUS e diretores de hospitais públicos e privados. A comissão quer saber como é feita a ocupação dos leitos do SUS.

 

Viva voz

A CPI fará diligências em hospitais paranaenses para verificar como os leitos do SUS estão sendo utilizados e tomar depoimentos de pacientes que aguardam atendimento. “Além da identificação de problemas in loco, as diligências podem apontar direcionamentos para os trabalhos da comissão”, o explica o deputado Marcelo Rangel (PPS), relator da CPI.

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