Secretário diz que novos na UEL cursos dependem do governo federal

Por Alexandre Sanches
odiario.com
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) do Paraná, Alípio Leal, em entrevista à reportagem de odiario.com, informou na tarde desta terça-feira (18) que a negativa à criação de três novos cursos de engenharia na Universidade Estadual de Londrina (UEL) é por questões técnicas. Na última sexta-feira (13), a Seti comunicou oficialmente a direção da universidade, surpreendendo a instituição e sociedade organizada, de onde surgiram as demandas pela abertura dos cursos de engenharias Química, Civil e Mecânica.

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Os cursos vieram de demandas da sociedade civil e tem apoio de diversas entidades, como Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Fórum Desenvolve Londrina, Sociedade Rural do Paraná, sindicatos, Fiep, entre outras. O apoio desses órgãos dá força à campanha pela abertura, de acordo com a reitora.

Questionado sobre a possibilidade de se autorizar um dos cursos, ao invés dos três ao mesmo tempo, ele salientou que tem que haver negociação. "Se propõem três cursos e querem um, teria que ter proposto isso também. Mas a nossa negativa foi por questões técnicas, pois precisamos fortalecer as universidades e os cursos já existentes", ressaltou, lembrando que essa possibilidade não está descartada, havendo até a possibilidade de atender outras áreas.

No entanto, Alípio Leal comentou que a responsabilidade dos cursos superiores é do governo federal. Atualmente, além da UEL, como universidade pública há o Instituto Tecnológico Federal do Paraná (ITFPR) e a Universidade Federal Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que poderiam também atender essa demanda. "Antes a gente atendia porque a UEL era a única universidade em Londrina. Hoje há outras entidades. Precisamos canalisar essas reivindicações para as outras instâncias também", salientou.

Hoje o governo do Estado, de acordo com o secretário, está pagando as contas das universidades estaduais, o que não sobra recursos para investir em novas estruturas que novos cursos necessitam. "Estamos inclusive com dificuldades em repor professores e profissionais dos cursos já existentes. Por isso hoje não é o momento adequado para se criar mais cursos. Temos que ter condições econômicas e financeiras para isso", comentou.

Leal garantiu que o Estado quer melhorar os cursos que têm e que outras universidades estaduais, como a de Maringá (UEM), de Guarapuava (Unicentro), de Cascavel (Unioeste), por exemplo, também pleiteam novos cursos. "Londrina não está de lado. Estamos trabalhando para atender as reivindicações da UEL. Mas tudo tem que ter planejamento. No próximo mês estaremos nos reunindo com a secretaria de Ensino Superior do MEC e estaremos debatendo, entre diversos assuntos, a expansão do ensino superior no Paraná", afirmou.

"A reivindicação é justa, mas vamos canalizar as forças para essas respostas virem no momento oportuno, gastando todas etapas que devemos cumprir. Se o governo federal não cumprir com a responsabilidade deles sobre o ensino superior, aí sim iremos estudar outras formas de contemplar essas reivindicações da sociedade organizada", ressaltou.

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