O jovem pesquisador e o ofício da invenção científica

 "Além da dedicação do pesquisador, a atividade inventiva exige uma árdua tarefa do Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade", explica professor Flávio Colman.

Foto arquivo UEM.

Professor Flávio Clareth Colman (38), do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ainda é um jovem pesquisador, porém já é destaque na Universidade. Seu nome aparece com outros docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação, em pelo menos 3 cartas patentes concedidas recentemente à UEM. Sendo elas, no segmento de congelamento rápido de carne de frango, na área hospitalar e na perfuração de solo e remediação de poluentes.

O interesse do professor Flávio Colman pela pesquisa veio com a formação em Engenharia. No início da carreira, ele apenas pensava em aplicar o conhecimento aprendido com seus mestres e, desta forma, solucionar problemas. Mas em 2006, a atuação dele em desenvolvimentos de produtos, com outros colegas, foi determinante para acender o interesse pelas inovações na área da engenharia mecânica.

“O início se deu quando eu e meus colegas projetamos a Máquina para Congelamento rápido de Carne de Frango em nosso TCC. Serei eternamente grato a estes meus amigos, Paulo Trevizolli, Ricardo Kato, Mario Kawabata e Reginaldo Silva pelo projeto que desenvolvemos juntos e pela orientação dos nossos professores Julio Cesar Dainezi de Oliveira e Ricardo Santan”.

 

A máquina para Congelamento Rápido de Carne de Frango foi desenvolvida em 2007 e sua carta patente foi concedida em 2018. O equipamento é modular e atua em conjunto com uma esteira transportadora que encaminha as peças de frango até o módulo de congelamento rápido. Além de refrigerar a carne de frango de forma ideal, o equipamento diminui o tempo de congelamento em relação aos métodos existentes em frigoríficos.

Segundo Professor Flávio, a iniciativa desse projeto surgiu da necessidade de melhorar um setor industrial específico. Para alcançar o resultado do produto foi necessário um ano de execução.

“Além de toda a dedicação dos inventores para elaborar e projetar algo com atividade inventiva, existe uma árdua tarefa do Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual de Maringá, em acompanhar tais pedidos de propriedade intelectual, que geralmente leva um bom tempo, cerca de 10 anos até a concessão da carta patente”, enfatiza.

Prof. Flávio Clareth Colman fez mestrado em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá (2012). Atualmente é professor assistente nível C da UEM.

 

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