DISTORÇÕES SALARIAIS NAS UNIVERSIDADES

Desde meados de abril deste ano, em meio à greve geral em andamento, a sociedade paranaense tem acompanhado uma série de embates envolvendo o governo estadual, a assembleia legislativa do Estado e os representantes dos servidores públicos do Paraná. Já são muitos os impasses verificados e tantos entraves e tantas indecisões e indefinições por parte dos negociadores da dissolução dessa paralisação de serviços do Estado, que a população passou a olhar indistintamente com desconfiança os envolvidos: deputados estaduais, sindicalistas, governo estadual, imprensa em geral, funcionalismo público-estadual, entre outros.

Sem sombra de dúvida, o desgaste e o prejuízo social à imagem do Estado, de seus agentes políticos e das suas instituições é algo visível a olho nu. Afinal, como recuperar a credibilidade da Assembleia Legislativa do Estado, do Governo Estadual e do quadro de servidores estaduais que está ficando bastante desgastada perante a população diante da persistência da greve?

Especialmente em se tratando das universidades públicas do Paraná, pra piorar a situação, nos últimos dias a imprensa tem noticiado o fato de o governo estadual disponibilizar o acesso às informações salariais (salários brutos) de seus profissionais. Ainda que alguns considerem questionável o procedimento do governo local, de todo modo é inegável reconhecer que alguns dados chamam a atenção por sugerirem a presença de distorções que precisam ser imediatamente esclarecidas e, posteriormente, eliminadas.

A pergunta que não quer calar é simples: sendo o limite salarial do funcionalismo público de R$33.373, como é possível a existência de salários acima desse teto? Mesmo respeitando aquela justificativa providencial de que casos dessa natureza constituem exceções, é indispensável que a opinião pública seja satisfatoriamente esclarecida sobre os porquês desses casos.

A quem caberia tal responsabilidade? Existem pelo menos duas possibilidades: ao agente executivo maior de uma Universidade, o Reitor, e às entidades de representação de classe.

Vale a pena também ressaltar que é imprescindível reconhecermos que a prevalência da falta de explicações convincentes sobre distintos aspectos que envolvem a administração das universidades públicas paranaenses, como é o caso da folha salarial, que isso seja extremamente prejudicial à respeitabilidade que gozam essas instituições educacionais, algo que foi construído a partir da extensa ficha de serviços prestados por elas em prol da sociedade paranaense.

 

 

 

LUCIANO GONSALVES COSTA – Departamento de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Coordenador do Mestrado Profissional em Ensino de Física da UEM e Vice-Presidente da Associação dos Docentes da UEM (ADUEM)

 

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