O Governo brasileiro e sua “agenda da morte”

JUAN ARIAS 7 JUN 2019 - 07:31 EDT - Alérgico a qualquer proibição nas normas de trânsito, o presidente Bolsonaro transforma o automóvel em outra arma da qual se sente orgulhoso  O presidente Bolsonaro, em seus seis meses de Governo, apresentou um projeto de lei quase a cada dia. A maioria deles está relacionada a leis que evocam mais a morte do que a vida e que pretende responder às promessas feitas a seus seguidores mais radicais de extrema direita durante a campanha eleitoral. O primeiro foi a possibilidade de que todos os cidadãos possam estar armados para se defenderem contra a violência que assola o país. Uma espécie de incitação a exercer a justiça por conta própria, como a negros.

Segundo as pesquisas dos institutos internacionais especializados em violência do mundo, os países mais desarmados e com os melhores índices de educação têm o menor número de homicídios.

Aqui o Governo parece apostar, ao contrário, na panaceia de armar os cidadãos e criar na já maltratada educação, que figura entre as piores avaliadas do mundo, um clima de caça às bruxas, com perseguição a professores e incitação aos alunos a denunciá-los se tentarem falar-lhes sobre política ou sexo, enquanto reduz o orçamento da educação. O espírito de liberdade e de criatividade no ensino, que é o coração da aprendizagem que forja os jovens para a vida e forma-os como cidadãos responsáveis, deu lugar a uma cultura de castração intelectual que os empobrece e atemoriza.

Da gente comum aos intelectuais e políticos mais livres, começa a ser denunciado, no entanto, um clima de morte cultural, que está se instalando em todas as esferas da vida cidadã, enquanto a última pesquisa do IBOPE revela que 70% dos brasileiros é contra esse projeto que permite que os brasileiros se armem. Uma leitora deste jornal, Heloisa Carlogin, em um comentário à notícia segundo a qual em uma teleconferência com jornalistas brasileiros reunidos em Madri o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, uma espécie de primeiro-ministro, havia defendido que armar os cidadãos é nada menos que “um dos Direitos Humanos”, comentou: “Todas as medidas do Governo são para favorecer a morte”.

Dias atrás, Flávio Dino, governador do Maranhão, professor da Universidade Federal e ex-magistrado, tinha enunciado com maior contundência essa cultura da morte que se tenta implantar no Brasil com esta mensagem nas redes: “Basta da agenda da morte. Mais armas igual a mais mortes. Menos educação igual a mais mortes. Menos direitos para os mais pobres, mais mortes. Lei da selva no trânsito, igual a mais mortes. Essa gente não pensa em VIDAS?”.

E se o primeiro projeto do presidente foi permitir que os cidadãos tivessem até quatro armas cada um e permitir que os menores de idade frequentassem clubes de tiro para aprender a matar, o último apresentado dias atrás também está relacionado com a morte. A nova lei que pretende aprovar e que deu tanta importância a ponto de ter ido pessoalmente ao Congresso para apresentá-la, é a que, praticamente, elimina as regras que regem o trânsito dos automóveis para evitar acidentes e salvar vidas.

O novo projeto que o presidente acaba de apresentar para aprovação do Congresso pretende permitir que os motoristas se sintam livres ao volante de seus carros ou caminhões, sem medo de serem multados ou importunados nas estradas por radares de velocidade fixos ou móveis que decidiu eliminar. Quer, diz ele, pôr fim à “indústria da multa”, liberando os motoristas das responsabilidades vigentes nos países desenvolvidos para evitar acidentes. Até agora, no Brasil, com 20 pontos negativos na carteira de habilitação esta é suspensa. Bolsonaro aumenta para 40 pontos e disse que por ele deixaria em 60. Além disso, libera os motoristas profissionais, como os de caminhões e ônibus, do exame hoje obrigatório, ao renovar a habilitação, para comprovar se consumiram nos últimos meses algum tipo de droga ou substâncias estimulantes, o que produz maiores acidentes. E anuncia reduzir ao máximo as exigências para obter a carteira de habilitação.

Toda essa permissividade com os motoristas em um país que é o quarto do mundo em número de acidentes de trânsito, atrás de China, Índia e Nigéria, de acordo com o estudo Global Status Report on Road Safety, da ONU, realizado em 183 países. O aumento do número de vítimas fatais no trânsito mundial é, no entanto, inversamente proporcional aos índices de educação e desenvolvimento econômico. Entre os países com maior número de mortes no trânsito não figura, por exemplo, nenhum dos países com os maiores índices de qualidade de vida e de educação escolar, como Dinamarca, Suécia, Coreia do Sul, Japão, Singapura e Austrália.

O número anual de mortes no trânsito hoje no Brasil é de 48.349, o que equivale a 132 vítimas por dia, uma a cada dez minutos. Será que ainda parece pouco para o Governo que deseja aliviar a responsabilidade dos motoristas? E se fosse pouco, além essa liberalidade nas regras de trânsito, Bolsonaro também liberou os adultos da obrigação de pagar multa por deixar usar uma cadeirinha especial para crianças com menos de sete anos, uma regra que reduziu em 60% o número de vítimas fatais infantis. Essa decisão levou a deputada Christiane Yared, do PL, a denunciar publicamente esse projeto do Governo que levará a um aumento do número de vítimas no trânsito. Mãe de um dos jovens mortos em 2009, atropelados pelo carro do então deputado estadual Fernando Ribas Carli, que dirigia bêbado, a 170 por hora e com a habilitação vencida, a deputada ironizou com dolorido sarcasmo: “Não sei o valor de uma cadeirinha, mas sei quanto custa um caixão. Eu sei por que paguei o caixão do meu filho”.

Alérgico a qualquer proibição nas normas de trânsito, o presidente Bolsonaro transforma assim o automóvel em outra arma da qual se sente orgulhoso. Paixão pelas armas à qual pretende converter todo o país, crianças e adultos, homens e mulheres, sob a vã ilusão de fazer do Brasil um país mais seguro. Cabe perguntar, como o governador do Maranhão: “Essa gente não pensa em VIDAS?”.

Aduem apoia Campanha do Agasalho para ASSINDI


Em apoio à Associação Indigenista de Maringá (ASSINDI), a Aduem estará arrecadando agasalhos de 04 a 23 de junho.
As doações poderão ser entregues na Sede Social ou na Secretaria.
Esta campanha terá enfoque maior nas roupas infantis, que registram menor doação. Porém, toda peça será bem-vinda, já que a ação visa atender a ASSINDI, em geral. Estão pedindo blusas e calças em bom estado; mantas e cobertores; toucas, meias e calçados.
Aduem agradece e pede também o apoio de todos na divulgação deste projeto.

 

Aduem informa o falecimento do professor Sica

Faleceu nesta tarde de sexta-feira(31) o professor Carlos Benedito Sica de Toledo (58), em Maringá. Carlos Sica (DIN/UEM) foi presidente da Aduem na gestão de 2014-2015, quando trabalhou pela modernização dos ambientes das Sedes Administrativa e Social da Associação. Professor Sica estava em tratamento contra um câncer e sua morte foi anunciada por familiares nas redes sociais. Ele enfrentou a doença durante cinco anos.

Professor e pesquisador no Departamento de Informática da Universidade Estadual de Maringá, mestre em Ciência da Computador da UEM desde 1988 (escreveu cinco livros da área), coordenou a implantação da Usina de Conhecimento, a primeira feira de informática e ecnologia dentro da Expoingá, a Expotech e participou do movimento Repensando Maringá, que se tornou o Codem. Também realizou outras atividades junto à incubadora e na Assessoria de Planejamento da UEM. Em julho de 2018 lançou o livro “Câncer, Uma história de amor, fé e esperança”. Ainda tinha um blog no site de O Diário. Era praticante de ciclismo, onde fez boas amizades.

Muito obrigada por tudo, Sica. Descanse em paz.

 

Mobilizações contra cortes do governo tomam conta das ruas

O ISOLAMENTO DE BOLSONARO

Por Pedro Jorge

Os atos de hoje pelo Brasil, que levaram centenas de milhares de estudantes e profissionais da educação às ruas, são a retomada das lutas sociais de massa em nosso país. Foram as primeiras grandes manifestações, mas não serão as últimas: ao contrário, elas se multiplicarão, envolvendo segmentos diferenciados da população, com níveis maiores ou menores de organização e radicalidade.

O que acontece é que Bolsonaro, agora completando cinco meses na cadeira presidencial, já demonstrou a completa incapacidade de seu governo de resolver os reais problemas do país: economia estagnada, apontando para a recessão, desemprego em massa, preço em alta dos combustíveis e toda uma gama de serviços públicos deteriorados que a população que deles depende esperava verem recuperados. Isso sem falar na crônica violência de nossas cidades e campo. A única resposta que seus ministros encontraram até agora foi responsabilizar a Previdência Social pelo déficit e propor a sua destruição.

 

Bolsonaro tem feito tudo às avessas: adota políticas restritivas, aprofunda a possibilidade de recessão e desemprego, deteriora ainda mais os serviços públicos e apresenta como solução para a violência medidas que ao invés de combate-la, tende a generaliza-la.

Não age assim apenas porque assim quer. Seu governo nasce espremido pela sufocante crise do capital em escala planetária. Sem os dólares de uma China que crescia a absurdas taxas de 15% ao ano, escassearam os recursos advindos da exportação de produtos primários, estreitando muito a margem de manobras de um governo que pretendia acender uma vela para deus e outra para o diabo, tal como lograram realizar os governos petistas. Com os bancos lucrando como nunca (tal como diversas vezes Lula confessou) ainda era possível, naquelas condições, realizar programas que tinham algum apelo popular e incentivar o crédito. Na verdade, acendiam uma vela só, mas asseguravam estar acendendo duas.

Para Bolsonaro, este caminho está obstruído. Trata-se do candidato que foi apoiado pelas classes dominantes para fazer a rapa do tacho e continuar garantindo seus lucros. O resultado, inevitável será o aprofundamento da miséria das massas populares e seu completo isolamento delas. As manifestações de hoje são apenas o prelúdio desses novos tempos.

Aduem estará fechada nesta segunda, 13 de maio

Nesta sexta-feira (10), a Aduem realizará um jantar dançante em razão do Dia das Mães que será celebrado neste domingo, 12 de maio. Os convites foram reservados antecipadamente e 130 pessoas confirmaram presença para o evento. 
Já está tudo pronto para o evento e algumas surpresas foram preparadas para nossas mamães. Afinal, todo carinho é pouco para expressar a gratidão que sentimos por elas.
Feliz Dia das Mães!
 
Aduem estará fechada no domingo e no feriado municipal de 13 de maio (SEGUNDA)
A Aduem informa que, neste domingo das mães e segunda-feira, não haverá atendimento no Centro de Esportes e de Lazer da UEM/Aduem.  
Segunda-feira será feriado em Maringá em comemoração ao aniversário da cidade.
Por esse motivo não haverá atendimento na secretaria e na Sede Social. 
Aduem agradece a todos pela compreensão e deseja um FELIZ DIA DAS MÃES e ótimo feriado!
 

Caldos de inverno na cantina da Aduem

Com esse friozinho batendo lá fora, impossível não pensar em uma sopa quentinha para o final do dia. De terça a domingo, durante o inverno, a cantina da Aduem serve caldos de variados sabores. Nesta quinta-feira teremos caldo de mandioca e caldo verde.

Atendimento:

TERÇA e QUINTA
Das 13h às 22h

QUARTA e SEXTA
Das 11h às 20h

SÁBADO e DOMINGO
9h às 20h

Dia 29 haverá festa junina na Aduem

A Aduem está preparando uma grandiosa festa junina para o final do mês, dia 29. O arraial será no Centro de Esportes e de Lazer da UEM/Aduem e todos os sócios estão convidados. Os preparativos já iniciaram e essa edição promete algumas surpresas. O melhor traje caipira levará um prêmio.

Cantina da Aduem servindo caldo duas vezes por semana

Vamos tomar Caldo Verde hoje?
A Aduem está servindo rodadas de caldos, na cantina da Sede Social, duas vezes por semana. Nesta quinta-feira (23) será servido caldo verde quentinho. Para quem gosta de um happy hour durante a semana, a opção de tomar caldo na associação, toda terça e quinta-feira, é bem-vinda. E mesmo para quem não tem costume, vale a pena conferir essa ação que a Aduem está promovendo. Além de ser uma ótima oportunidade para se reunir com os amigos e passar umas horas juntos, conversando. Com o friozinho se aproximando, o convite para um CALDO QUENTE será bem-vindo o inverno todo.

Reforma da Previdência em debate. Entenda mais

Por que somos contra a Reforma da Previdência? Entrevista com a Professora Drª. Marta Belline ajuda a entender melhor os perigos desta proposta encaminhada pelo Governo.

Aduem pergunta: Qual a dimensão desta proposta de Reforma da Previdência? Que impacto traria à vida de cada trabalhador e trabalhadora?

Marta Bellini - O impacto maior é que cada trabalhador cuida de sua previdência porque  a reforma previdenciária retira a previdência social do rol dos direitos constitucionais, transformando-a num produto de aquisição individual e compulsória junto ao sistema financeiro. Cada um de nós, trabalhadores/as fica refém de uma conta em um banco à mercê das taxas. No Chile atual 80% dos trabalhadores (médicos, engenheiros e outros) perderam para os bancos. Seis bancos fazem a gestão dos recursos da previdência, e cinco são estrangeiros. O dinheiro da previdência fica à mercê do mercado financeiro. Assim, 80% dos aposentados ganham um salário mínimo que, hoje, é R$1.600 reais. E 20% ganham menos de um salário mínimo. Uma tragédia para a sobrevivência de aposentados/as em um país cujo custo de vida é maior do que o Brasil.

Aduem 2: Sendo aprovada, a proposta de reforma do Governo atingiria o trabalhador já aposentado?

Marta Bellini - Sim, o trabalhador já aposentado sofrerá impacto. Ainda não sabemos como será a transição do sistema coletivo e social para o individual. O governo esconde esses dados ou não os tem. O impacto - como ocorreu no Chile e Grécia - é a diminuição drástica do percentual recebido, uma vez que há taxação pela capitalização. No caso da Universidade Estadual de Maringá, com o roubo de nossa previdência em 2015, há o perigo da insolvência da previdência em cinco anos. O governador do Paraná está alinhado ao governo federal e certamente já existe bancos à espera de nosso dinheiro da previdência. O governo Estadual já interpôs serviços com vistas à privatização da Copel, por exemplo. O secretário da Educação é um empresário. E a nossa previdência - superavitária - deve estar nos planos do governo.

Aduem 3: Qual a proporção do impacto que essa reforma desencadeará  na vida da população em geral? O que muda?

Marta Bellini - Haverá um empobrecimento atroz e rápido já nos primeiros anos de mudança. Nesses quase cinco meses tivemos uma amostra deste empobrecimento. Quatro anos sem reposição salarial, aumento das taxas de água, luz e aumento dos preços da alimentação. No Chile um engenheiro que ganhava cerca de R$20 mil reais está recebendo cerca de um salário mínimo por mês, hoje R$ 1600 reais, maior do que o Brasil, mas o custo de vida chileno é também maior. Aliado ao desaparecimento do SUS, com preços de medicina privada aumentando para os aposentados e com os preços de remédios subindo, teremos o pior dos mundos no Brasil. Dá para dizer que o comércio terá um perda incrível. Talvez, a indústria brasileira acabe e passemos a comprar produtos importados. É uma perspectiva bastante nefasta para todos os trabalhadores/as.

 

Feira de artigos em couro na Aduem, dias 06 e 07 de maio de 2019

Inicia-se logo mais, às 9h, a Feira Couro.com na Aduem. Serão expostos diversos artigos em couro trazidos diretamente do Rio Grande do Sul. São bolsas, mochilas, casacos femininos e masculinos, cintos e carteiras com garantia de qualidade. O preço é bom e há facilidade nas condições de pagamentos. A feira termina amanhã, às 17h. Vale a pena conhecer.
Local: Garagem da Sede Administrativa (Rua Prof. Itamar Orlando Soares, 305 - rua paralela à UEM).

Procurar artigos publicados